17/05/2012

"Chasque do Imperador" - Palestra de Mario Osorio Magalhães é hoje!

A relação do professor, escritor e poeta Mario Osorio Magalhães com a cidade de Pelotas e com Simões Lopes é  motivo de orgulho para o povo Pelotense. Entre livros e artigos publicados, os quais exploram essa relação, Mario também faz parte da Comissão UFPel/200 anos e lutou para que o nome do Aeroporto de Pelotas fosse uma homenagem ao aclamado escritor pelotense João Simões Lopes Neto.

Hoje acontecerá, a partir das 19 horas, no Auditório Carlos Reverbel, localizado no Instituto João Simões Lopes Neto, a palestra desta ilustre figura. Acontece também, no facebook do Instituto ao final da tarde, o sorteio do livro "Negrinho do Pastoreio e outras histórias", coletânea organizada por M. O. Magalhães.

Participem do sorteio, da palestra e conheçam desde já um pouco da obra e do pensamento de Mario Osorio Magalhães:

"É minha hipótese que Pelotas, a terra natal, desempenhou um papel decisivo, foi absolutamente fundamental para a gestação da obra literária de J. Simões Lopes Neto. A influência que a cidade exerceu sobre a vida - seu caráter, seus gostos, seu comportamento, sua "visão de mundo" - teria sido fator condicionante da elaboração dos Contos Gauchescos, das Lendas do Sul e dos Caos do Romualdo: não só permitindo, pelo estímulo, o exercício da sua vocação de escritor, graças a suas peculiaridades históricas; facilitando, em virtude ainda dessas peculiaridades, a opção do escritor pela temática regionalista." 
Trecho do artigo SIMÕES LOPES NETO E PELOTAS: INFLUÊNCIA DA CIDADE NA OBRA REGIONALISTA DO SEU MAIOR ESCRITOR

Contamos com sua presença!

16/05/2012

3 perguntas a Mario Osorio Magalhães

Escritor e historiador, Mario Osorio Magalhães, será nosso próximo palestrante do ciclo em comemorações aos cem anos dos Contos Gauchescos. O evento será nessa quinta (17 de maio) às 19h, e o conto abordado será o Chasque do Imperador. Sempre muito atuante quando o assunto é a história de nossa cidade, Mario Osorio esteve atenciosamente nos respondendo a três questões, confira aí:


Qual importância que tu enxergas na publicação da Revista de 1º Centenário de Pelotas (que circulou de outubro de 1911 até maio de 1912) onde Simões Lopes Neto trazia a tona aspectos históricos do município? 

Mario - É a primeira publicação mais extensa sobre a história do município. A anterior, de 1905, é do próprio Simões lopes Neto nos Anais da BPP.

No livro História e Tradições da cidade de Pelotas se destaca que na época de suas publicações "ninguém podeira imaginar (...) que o talento do velho João Simões seria tema de tantos livros, conferências e seminários". Na tua visão o que fez com que o interesse e reconhecimento da obra Simões Lopes crescesse tanto de lá pra cá?

Mario - O interesse cresceu porque os intelectuais brasileiros perceberem a importância do Modernismo, escola à qual João Simões havia se antecipado.

Conte-nos mais sobre seu novo lançamento, Pelotas Princesa – Livro Comemorativo ao Bicentenário da Cidade,  e como tem sido a receptividade?

Mario - É um livro inteiramente novo, com novas descobertas: por exemplo, a de que José Pinto Martisn foi o primeiro industrial do charque, usando técnica de salgação transmitida pelos bucaneiros da Martinica, embora só tenha se estabelecido em Pelotas no ano de 1790, e não em 1780, como o próprio Simões Lopes Neto supunha. Desde o lançamento, há uma semana, já vendeu mais de 200 exemplares.



15/05/2012

O IJSLN recebe, dia 17, o escritor Mario Osorio Magalhães


Palestrará, na próxima quinta-feira (17) no IJSLN, o escritor pelotense Mario Osorio Magalhães. Mario é bacharel em Direito pela Universidade Federal de Pelotas, especialista em Relações Internacionais pela Universidade de Belgrano em Buenos Aires na Argentina e mestre em História pela Universidade Federal de Santa Catarina.

No dia 17 falará, no 5º encontro em comemoração aos cem anos de "Contos Gauchescos", no Auditório Carlos Reverbel, sobre o conto "Chasque do Imperador", que Mario acredita passar-se em parte na cidade de Pelotas.

Em resumo, o conto fala sobre uma visita que fez o Imperador à casa "dum fulano, sujeito pesado, porém mui gauchão", acompanhado de Blau, na qual o anfitrião serviu apenas doces ao convidado, pensando que "as pessoas reais só se tratavam a bicos de rouxinóis e doces e pastéizinhos". Porém, em certo momento, depois de já estar "enfarado" de doces, o Imperador pede por “um feijãozinho, uma lasca de carne” e acaba churrasqueando com o dono da casa.

A respeito de Simões Lopes, Mario Osorio Magalhães organizou a coletânea "Negrinho do Pastoreio e outras histórias" (que será sorteada na quinta-feira em https://www.facebook.com/#!/institutojsln) além do ensaio "Simões Lopes Neto e Pelotas: a influência da cidade sobre a obra regionalista do seu maior escritor".

Entre suas obras encontram-se mais de duas dezenas de livros sobre a história da cidade de Pelotas e do Rio Grande do Sul, estando entre eles "História e Tradições da cidade de Pelotas", "Opulência e Cultura na Província de São Pedro", "Os Passeios da Cidade Antiga", "História do Rio Grande do Sul" e o recentemente lançado "Pelotas Princesa".

 
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