03/07/2014

Cerimônia de entrega Prêmio 300 Onças

O Instituto João Simões Lopes Neto realizará nesta quinta-feira, dia 3 de julho, às 20h, a cerimônia de entrega do Prêmio 300 Onças. Este ano os homenageados são: Henrique de Freitas Lima, Marley Nogueira Poeta e Roque Jacoby. A solenidade, que integra o calendário de eventos que celebram os 202 anos de Pelotas, será na sede do Instituto, Rua Dom Pedro II, 810, com entrada franca.

Cartaz

O Prêmio Trezentas Onças foi instituído pelo Instituto João Simões Lopes Neto em 2005, com o objetivo de reconhecer aqueles que se destacaram no trabalho pela preservação da memória, pela divulgação da obra de Simões Lopes Neto e daqueles que contribuíram para a construção do Instituto e para a recuperação da Casa do escritor.

Para dar nome ao prêmio foi escolhido um dos mais célebres e belos contos de Simões, aquele em que aparece de forma mais clara o valor profundo das coisas simples e do caráter de um povo.

O prêmio é dado em forma de moeda, tendo tido uma onça de ouro verdadeira como modelo. São 300 as onças. Ao longo de 100 anos serão 300 prêmios entregues, já que a cada ano o IJSLN homenageia apenas três pessoas. Quando a última onça for entregue, o prêmio se extinguirá automaticamente.


Os homenageados


Henrique de Freitas Lima
Diretor, produtor e roteirista de cinema e TV nascido no Rio Grande do Sul, em 1959. Em 1984, estreou na direção com um longa-metragem feito em Super-8, Tempo sem glória. Além do trabalho no campo da realização cinematográfica, atua como advogado e consultor, especializado em cultura, esportes e terceiro setor. Em 2011, realizou o longa-metragem Contos Gauchescos, também exibido como minissérie televisiva.

Marley Nogueira Poeta
Natural de Pelotas, graduada em Direito pela Universidade Federal de Pelotas e em Letras – habilitação Francês pela Universidade Católica de Pelotas. Foi Vice-presidente e/ou secretaria do Instituto de História e Geografia de Pelotas; Vice-presidente, membro do conselho e secretariado do Instituto João Simões Lopes Neto.

Roque Jacoby
Natural de Tangará, SC. Pós-Graduado em Administração – Estratégia Empresarial - pela UNISINOS/1991 – São Leopoldo/RS e Bacharel em Ciências Econômicas – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)/1972 a 1976 – Porto Alegre/RS. Secretário da Cultura de Porto Alegre, 2013/2014.

02-06-2014

26/05/2014

Mateada do Romualdo


No dia 1º de junho de 1914, uma segunda-feira, o jornal Correio Mercantil, no qual João Simões Lopes Neto exercia o cargo de diretor, publicou o primeiro dos vinte e um folhetins que compõem os Casos do Romualdo, editados em livro a partir de 1952.

No dia 1º de junho de 2014, domingo próximo, exatamente cem anos depois de ter vindo a público aquele primeiro folhetim, comemoraremos o acontecimento promovendo a Mateada do Romualdo, que ocorrerá no Parque da Baronesa e contará com inúmeras atrações culturais e com a saborosa Erva Mate Barão, que gentilmente se dispôs a encher as cuias dos mateadores presentes.

Assim, das 14h30 às 17h30, no palco montado pela SECULT, sob o comando do próprio Romualdo, estarão se apresentando os músicos Martim César, Ronaldo Fragoso e Rô Bjerk;  o Grupo Tatá Dança-Teatro; a Invernada Artística do CTG Sinuelo do Sul, cuja integrante, Camila Rosales Fernandes interpretará o caso d’O Cobertorzinho de Mostardas; o Teatro do Cassiano do Nascimento; o Teatro do Chico Meirelles e o simoneano Mário Mattos, em apresentação especial, além de outros artistas, que certamente divertirão e informarão os presentes sobre a obra centenária do maior escritor pelotense.

Não esqueçam de levar cuia, bomba e térmica.
A erva e a água quente a Barão fornece!


Data:   Domingo, 1º de junho.
Hora: 14 h e 30 m às 17h e 30m.
Local: Parque da Baronesa.

Fornecedor: Erva Mate Barão.

Entrada franca.

09/03/2014

149 anos, mas sempre se renovando

Marcel Proust, reconhecido escritor francês, cita mais de cem obras de arte nos sete volumes do seu livro: Em Busca do Tempo Perdido. E as descrições de quadros que aparecem em sua obra literária mostram que Proust não era nenhum leigo no assunto, ao contrário, entendia e usava as Artes Visuais como inspiração para sua literatura. Assim como Henry James e outros escritores da época. Mas o contrário também ocorre, e em muitos casos. A literatura servindo de fonte de inspiração para outras manifestações artísticas tem seus vários exemplos. 

Neste dia 10 de março chegamos ao 149º aniversário de João Simões Lopes Neto. Com um número relativamente baixo de obras publicadas, Simões Lopes é um daqueles escritores que são fontes inesgotáveis para reinterpretações. Quase chegando ao seu sesquicentenário, as releituras de sua obra fazem com que esteja sempre se renovando.


Sua literatura é inspiração para os mais diversos tipos de manifestações artísticas. Um exemplo contundente disso é o Prêmio Artes Visuais João Simões Lopes Neto, promovido pelo Instituto João Simões Lopes Neto em parceria com o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, o prêmio está em sua quarta edição fomentando a criação na Arte Contemporânea, e divulgando a obra simoneana. Segundo as palavras do coordenador artístico do concurso, Giorgio Ronna, o Prêmio: “é iniciativa, que além de estimular o exercício da arte contemporânea, permite uma constante atualização da obra de Simões Lopes através de um diálogo interdisciplinar”.

Vasco Prado, um dos escultores mais importantes do Brasil, ao longo de sua carreira teve o Negrinho do Pastoreio como um dos temas mais recorrentes. Deixando esculturas da lenda espalhadas pelo Estado (uma inclusive se encontra aqui em Pelotas). Nosso simoneano incansável, Mário Mattos, também é um artista plástico de mão cheia, e é da literatura de Simões que vêm suas maiores inspirações.

No teatro, incontáveis reinterpretações dos contos e das lendas já foram realizadas. Para citar dois exemplos bem sucedidos: a Cia Oigalê de Porto Alegre, que leva sua interpretação para o Negrinho do Pastoreio às ruas do país, por mais de 10 anos; o Tatá - Núcleo de Dança e Teatro de Pelotas, que transporta para o palco a tradução poética do autor por meio do espetáculo “Tatá Dança Simões”.

Na música Vitor Ramil indaga "Está vendo aquele umbu, lá embaixo, À direita do coxilhão?". Sérgio Rojas e Renato Borghetti dedicam uma Milonga a Simões Lopes. Barbosa Lessa comporia sobre a lenda do Negrinho, para muitos cantarem depois.

Poderíamos ficar aqui citando inúmeros exemplos de recriações em cima da obra de Simões Lopes. Mas para não deixar dúvidas sobre a renovação da obra em seus 149 anos, vale lembrar os dois livros inéditos que foram lançados no ano passado, "Terra Gaúcha - História de infância" e "Artinha de Leitura". E além disso, a tradução para o Francês de suas obras "Contos Gauchescos" e "Lendas do Sul" estão a caminho, o que demonstra que se tratando de Simões Lopes, teremos novidades ainda por muitos anos.

Ano para celebrar “Casos do Romualdo"

Neste ano de 2014, o Instituto irá celebrar o centenário de lançamento da publicação da obra “Casos do Romualdo". Que foi publicada originalmente em formato de folhetim, no jornal pelotense “Correio Mercantil”, em 1914, e só viriam a ser reunidos e editados em livro em 1952. As comemorações iniciarão no dia primeiro de abril (talvez no fim de semana, já que o 1º de abril cai numa segunda-feira) e se estenderão durante o ano de 2014. A diretoria está ultimando a programação que em breve será divulgada.



Texto: Cassio Lilge
10.03.2014

 
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