09/03/2014

149 anos, mas sempre se renovando

Marcel Proust, reconhecido escritor francês, cita mais de cem obras de arte nos sete volumes do seu livro: Em Busca do Tempo Perdido. E as descrições de quadros que aparecem em sua obra literária mostram que Proust não era nenhum leigo no assunto, ao contrário, entendia e usava as Artes Visuais como inspiração para sua literatura. Assim como Henry James e outros escritores da época. Mas o contrário também ocorre, e em muitos casos. A literatura servindo de fonte de inspiração para outras manifestações artísticas tem seus vários exemplos. 

Neste dia 10 de março chegamos ao 149º aniversário de João Simões Lopes Neto. Com um número relativamente baixo de obras publicadas, Simões Lopes é um daqueles escritores que são fontes inesgotáveis para reinterpretações. Quase chegando ao seu sesquicentenário, as releituras de sua obra fazem com que esteja sempre se renovando.


Sua literatura é inspiração para os mais diversos tipos de manifestações artísticas. Um exemplo contundente disso é o Prêmio Artes Visuais João Simões Lopes Neto, promovido pelo Instituto João Simões Lopes Neto em parceria com o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, o prêmio está em sua quarta edição fomentando a criação na Arte Contemporânea, e divulgando a obra simoneana. Segundo as palavras do coordenador artístico do concurso, Giorgio Ronna, o Prêmio: “é iniciativa, que além de estimular o exercício da arte contemporânea, permite uma constante atualização da obra de Simões Lopes através de um diálogo interdisciplinar”.

Vasco Prado, um dos escultores mais importantes do Brasil, ao longo de sua carreira teve o Negrinho do Pastoreio como um dos temas mais recorrentes. Deixando esculturas da lenda espalhadas pelo Estado (uma inclusive se encontra aqui em Pelotas). Nosso simoneano incansável, Mário Mattos, também é um artista plástico de mão cheia, e é da literatura de Simões que vêm suas maiores inspirações.

No teatro, incontáveis reinterpretações dos contos e das lendas já foram realizadas. Para citar dois exemplos bem sucedidos: a Cia Oigalê de Porto Alegre, que leva sua interpretação para o Negrinho do Pastoreio às ruas do país, por mais de 10 anos; o Tatá - Núcleo de Dança e Teatro de Pelotas, que transporta para o palco a tradução poética do autor por meio do espetáculo “Tatá Dança Simões”.

Na música Vitor Ramil indaga "Está vendo aquele umbu, lá embaixo, À direita do coxilhão?". Sérgio Rojas e Renato Borghetti dedicam uma Milonga a Simões Lopes. Barbosa Lessa comporia sobre a lenda do Negrinho, para muitos cantarem depois.

Poderíamos ficar aqui citando inúmeros exemplos de recriações em cima da obra de Simões Lopes. Mas para não deixar dúvidas sobre a renovação da obra em seus 149 anos, vale lembrar os dois livros inéditos que foram lançados no ano passado, "Terra Gaúcha - História de infância" e "Artinha de Leitura". E além disso, a tradução para o Francês de suas obras "Contos Gauchescos" e "Lendas do Sul" estão a caminho, o que demonstra que se tratando de Simões Lopes, teremos novidades ainda por muitos anos.

Ano para celebrar “Casos do Romualdo"

Neste ano de 2014, o Instituto irá celebrar o centenário de lançamento da publicação da obra “Casos do Romualdo". Que foi publicada originalmente em formato de folhetim, no jornal pelotense “Correio Mercantil”, em 1914, e só viriam a ser reunidos e editados em livro em 1952. As comemorações iniciarão no dia primeiro de abril (talvez no fim de semana, já que o 1º de abril cai numa segunda-feira) e se estenderão durante o ano de 2014. A diretoria está ultimando a programação que em breve será divulgada.



Texto: Cassio Lilge
10.03.2014

13/01/2014

Professor que está traduzindo obra de Simões Lopes palestrará no IJSLN

O Instituto João Simões Lopes Neto promove nesta quarta-feira (15) palestra com o professor M. Michel Le Grand, da Universidade de Aix-Marseille (França). O prof. Le Grand está atualmente traduzindo a obra Contos Gauchescos para o francês e se encontra no Brasil pesquisando e buscando um maior domínio do ambiente cultural e histórico do escritor pelotense. Na palestra irá abordar o conto “Os Cabelos da China”, sob o ponto de vista do tradutor.


A palestra ainda terá como convidado o professor Luís Augusto Fischer, que participará como mediador. Professor de literatura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Fischer foi um dos responsáveis pela publicação de dois livros inéditos de Simões Lopes no passado (saiba mais).

Michel Thierry Le Grand nasceu no sul da França, em Aix en Provence. Professor de francês e inglês em instituições da França, Guiana Francesa, Estados Unidos, Inglaterra e em Portugal, ele atua também fazendo traduções em diferentes áreas.

Atualmente está matriculado no Programa de Doutoramento em Literatura Comparada da Universidade Aix-Marseille, que inclui uma parceria, em regime de cotutela, com o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET) da Universidade Federal de Santa Catarina.

Já traduziu "Incidente em Antares" Erico Verissimo" e crônicas de Luis Fernando Verissimo, reunidas em uma antologia organizada pelo próprio tradutor. Atualmente, encontra-se traduzindo as obras Contos Gauchescos e Lendas do Sul de João Simões Lopes Neto. "O maior desafio – e encantamento – é tentar passar para o francês as sutilezas do vocabulário regionalista, levando em conta a maneira como Simões Lopes Neto utiliza as formas dialetais combinadas à linguagem de padrão nacional e a uma extraordinária inventividade e criatividade para construir a voz única do personagem-narrador Blau Nunes", afirma Le Grand.

Na tarde de quarta-feira os professores Michel Le Grand e Luís Fischer irão visitar à Estância da Graça (onde o escritor pelotense viveu a infância). Acompanhados do presidente do IJSLN, Antonio Carlos Mazza Leite e concelheiro do Instituto, o Fausto Domingues.

O evento marca o início de atividades culturais em 2014, ano em que o Instituto João Simões Lopes Neto dedicará ao centenário dos “Casos do Romualdo”.

Data: 15/01/2014, quarta-feira.
Horário: 19h00
Local: Rua Dom Pedro II, 810.

08/11/2013

Escola de Rio Pardinho visita a Casa do Capitão

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Christiano J. Smidt, de Rio Pardinho, visitou o Instituto João Simões Lopes Neto na tarde de hoje (08). Os alunos do sétimo e oitavo ano da escola estão desenvolvendo o projeto intitulado: "Gênero Textual conto, leitura e compreensão através dos contos de João Simões Lopes Neto". O grupo de estudantes acompanhou a palestra sobre o conto "O Negrinho do Pastoreio", ministrada por Mário Mattos. 


A biblioteca da Escola tem como patrono o escritor Pelotense. os alunos estudam os contos e até mesmo encenam.
A professora Denise Weigel, responsável pelo grupo, acredita que a visitação é importante para complementar o estudo que os alunos estão fazendo, conhecer a cidade de Pelotas e principalmente sobre a vida de João Simões Lopes Neto.

 
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