04/03/2016

Programação "João Simões Lopes Neto: ontem, hoje e sempre – Biênio Simoniano 2015/2016"


"João Simões Lopes Neto: ontem, hoje e sempre – Biênio Simoniano 2015/2016”. Este é o título da série de atividades da Secretaria de Estado da Cultura (Sedac), por meio do Memorial do Rio Grande do Sul e do Instituto Estadual do Livro (IEL), que marca os 150 anos de nascimento (9 de março de 1865) e os 100 anos de morte (14 de junho de 1916) de Simões Lopes Neto.
 A abertura oficial acontece no dia 9 de março, aniversário do escritor, às 18h30, no auditório do Memorial, com apresentação musical do espetáculo Zaoris, baseado em lendas e contos de Simões, e a exposição “Tempos e lugares de João Simões Lopes Neto”. A mostra reunirá peças do acervo do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul, Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Instituto Simões Lopes Neto, grupo Aflecha e da artista Laura Castilhos.
 Nascido em Pelotas, Simões Lopes Neto é considerado por estudiosos e críticos como o maior autor regionalista do Rio Grande do Sul. Ele buscou, em sua produção literária, valorizar a história do gaúcho e suas tradições. Pela importância dessas datas, a Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com a Prefeitura de Pelotas e o Instituto Simões Lopes Neto, criou o projeto que deu origem ao decreto do Biênio Comemorativo, assinado em 2 março de 2015 pelo governador José Ivo Sartori.
 O evento é coordenado por Débora Mutter e a exposição tem curadoria de Rejane Penna, servidoras do Memorial RS e do AHRGS, respectivamente. “Simões Lopes Neto é muito mais conhecido do que lido e debatido em nosso meio cultural. Instituições voltadas à história e à memória cultural têm a missão de resguardar e revitalizar a memória de personalidades consagradas como marcos nos diversos ambientes da cultura”, explica Débora.
 As atividades  em homenagem ao Biênio Simoniano  são abertas ao público gratuitamente e não é necessária inscrição prévia. Será fornecido certificado de 30h mediante 75% de presença  nas atividades oferecidas àqueles que se inscreverem no  link  http://goo.gl/forms/jTbNFGfYY8
 O evento tem o apoio do Instituto João Simões Lopes Neto, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), Universidade de Caxias do Sul (UCS), Unisinos, Uniritter e Unilasalle, Santander Cultural, Transe Filmes e ​Cinematográfica Pampeana​. O material de divulgação foi produzido pela designer gráfico Beatriz Motta.
 Escolas poderão agendar visitas guiadas à exposição e ida à peça teatral Historietas (esta última no dia 14 de junho) pelos telefones 32247159 ou 32270882.

Programação:
9 de março
11h: Romaria ao túmulo do escritor
Local: Cemitério São Francisco de Paula, em Pelotas 
18h 30min: Abertura Oficial do evento “João Simões Lopes Neto: ontem, hoje e sempre”, com músicas do espetáculo Zaoris, baseadas em lendas e contos de Simões. Abertura da exposição “Tempos e lugares de João Simões Lopes Neto”.
Local: Auditório do Memorial RS

10 de março 
18h 30min: Mesa-redonda “Regionalidade e Universalidade em Simões Lopes Neto” com o escritor Aldyr Schlee e os professores Regina Zilberman (UFRGS) e João Cláudio Arendt (UCS)
Local: Auditório do Memorial RS

16 de março
18h 30min: Sessão comentada do curta-metragem “Jogo do Osso”, do diretor Henrique Freitas Lima, com os professores Regina Silveira (UNIRITTER) e Guto Leite (UFRGS)
Local: Santander Cultural

30 de março
18h 30min: Sessão comentada de curta-metragem “No manantial”, do diretor Henrique Freitas Lima, com a escritora Simone Sauressig e a professora Heloísa Neto (UFRGS)
Local: Santander Cultural

13 de abril
18h:
 Sessão comentada do documentário “Blau Nunes, o vaqueano”, com o diretor André Costantin, a diretora do Instituto Estadual do Livro, Patrícia Langlois e o fotógrafo Gilberto Perin
Local: Santander Cultural

11 de maio
18h 30min: Sessão comentada do curta-metragem “O Contrabandista”, do diretor Henrique Freitas Lima, com as professoras Eliana Pristch (UNISINOS) e Renata Gomes (UNILASALLE)
Local: Santander Cultural

25 de maio 
18h 30min: Sessão comentada do curta-metragem “Os cabelos da china”, do diretor Henrique Freitas Lima, com o escritor Cícero Galeno Lopes e a professora Maria Alice da Silva Braga (ULBRA)
Local: Santander Cultural

7 de junho
18h 30min: Palestra “Ilustrando as Lendas do Sul: visualidades poéticas a partir dos textos de Simões Lopes Neto”, com artista plástica, escritora e ilustradora Paula Mastroberti
Local: Auditório do Memorial RS

10 de junho
18h30min: Mesa-redonda “Identidade e atualidade em Simões Lopes Neto”, com a professora Maria Eunice Moreira (PUCRS) e os escritores Luiz Antônio de Assis Brasil (PUCRS) e Luís Augusto Fischer (UFRGS)
Local: Auditório do Memorial RS

14 de junho
10h e 14h30min: Apresentação da peça teatral infanto-juvenil “Historietas”. A montagem, livremente inspirada na obrado escritor João Simões Lopes Neto, propõe um mergulho no universo fantástico e pampeano através de uma encenação na qual o jogo teatral assume seu estado mais puro.
 O narrador é um velho capataz de Estância. Tal qual um Blau Nunes, um Romualdo – personagens da obra de Simões – ele conta ao público lembranças de Mayo e Janaina: dois irmãos adolescentes que, em férias, vão visitar a Estância da sua família, localizada no interior do Estado.
Endereços:Memorial RS: Rua Sete de Setembro, 1020 – Centro Histórico – Porto Alegre
 Santander Cultural: Rua Sete de Setembro, 1028 – Centro Histórico – Porto Alegre

29/02/2016

Loiva Hartmann escreve: Um olhar sobre "as meninas", de Lygia Fagundes Telles

Na última quinta-feita, foi publicado no site Cultive Ler, um texto da prof. Loiva Hartmann, sobre o livro "As meninas", de Lygia Fagundes Telles. Confira o texto na íntegra: http://www.cultive-ler.com/2016/02/loiva-hartmann-escreve-um-olhar-sobre.html




29/06/2015

Prêmio Trezentas Onças 2015


O Instituto João Simões Lopes Neto promove mais uma edição do Prêmio 300 Onças. Neste ano, a cerimônia de entrega vai ocorrer no dia 2 de julho, às 20h, na sede da instituição. 

Os três homenageados neste ano são: Hilda Simões Lopes Costa, Luis Borges e Maria Luíza de Carvalho Armando.


O Prêmio 


O Prêmio Trezentas Onças foi instituído pelo Instituto João Simões Lopes Neto em 2005, com o objetivo de reconhecer aqueles que se destacaram no trabalho pela preservação da memória, pela divulgação da obra de Simões Lopes Neto e daqueles que contribuíram para a construção do Instituto e para a recuperação da Casa do escritor.

Para dar nome ao prêmio foi escolhido um dos mais célebres e belos contos de Simões, aquele em que aparece de forma mais clara o valor profundo das coisas simples e do caráter de um povo.

O prêmio é dado em forma de moeda, tendo tido uma onça de ouro verdadeira como modelo. São 300 as onças. Ao longo de 100 anos serão 300 prêmios entregues, já que a cada ano o IJSLN homenageia apenas três pessoas. Quando a última onça for entregue, o prêmio se extinguirá automaticamente.



Os homenageados

Hilda Simões Lopes Costa – Nascida em Pelotas onde fez seus estudos, bacharel em Direito, é mestre em sociologia e formada pela Oficina de Criação Literária da PUC, Porto Alegre, 1993. É professora titular, aposentada, de Sociologia da UFPel. Fundou e coordenou, o Arquivo Histórico da UFPel (1983-1988). Atualmente, ministra Oficina de Criação Literária em Pelotas e em Porto Alegre. Desenvolve essa atividade há 7 anos, tem mais de 100 ex-alunos, muitos deles detentores de importantes prêmios literários.
Escreveu o romance “A Superfície das Águas”, que recebeu o Prêmio Açorianos de Literatura, 1998. Com o livro de crônicas de viagem “Cuba, Casa de Boleros”, em 2000, foi finalista ao Prêmio Açorianos de Literatura. Em 2009, publicou o romance “A Anatomia de Amanda” e o “Manual de Criação Literária”. Em 2013, publicou o livro de contos “EXPULSÃO”.



Luis Borges – É professor, crítico e historiador literário, poeta e tradutor. Licenciado em Filosofia pela UCPel; pós-graduado em Literatura, Mestre e Doutor em História da Educação, pela UFPel, com dissertação e tese sobre João Simões Lopes Neto. Funcionário público federal; professor universitário, com experiência docente no ensino médio e em cursos livres. Historiador literário e crítico. Publicou vários livros e artigos, entre os quais: História, resistência e projeto em Simões Lopes Neto. Porto Alegre: WS Editor, 2001 (coautoria com Agemir Bavaresco, prêmio Açorianos); O projeto cívico-pedagógico de João Simões Lopes Neto. Pelotas: Editora Universitária UFPel, 2010.



Maria Luiza de Carvalho Armando - É natural de Porto Alegre. Licenciada em Letras Neolatinas no Brasil, com estudos complementares em Teoria da Literatura e Filosofia, fez cursos de Pós-Graduação no Brasil, em Portugal e na França, tendo obtido vários títulos, como o de Especialista em Educação para a América Latina (UNESCO-INEP-USP), o de Mestre (literatura hispano-americana – Université de Toulouse – II, FR), o Diploma do Institut des Hautes Etudes de l´Amérique Latine (Université de Paris-III) e o de Doutora em Letras, pela Université de Paris-III, Sorbonne Nouvelle, com tese preparada na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (Paris), em Sociologia (não empírica) da Literatura, aplicada à literatura regionalista do Rio Grande do Sul. ). Em 2014, em parceria com Suzana Albornoz (tradutora), lançou a edição brasileira de sua Tese de Doutorado, trinta anos depois de sua defesa na França: O regionalismo na literatura e o “mito do gaúcho” no Extremo-Sul do Brasil – Simões Lopes Neto (Editora Mulheres), em quatro tomos.

26/05/2015

Prof. Antonio Sanseverino palestrará no IJSLN


Dando continuidade às palestras que estão se realizando durante o Biênio Simoneano -2015/2016, o Instituto João Simões Lopes Neto tem a honra ]de convidá-los para a palestra do Prof. Dr. Antonio Marcos Sanseverino, do Programa de Pós-graduação em Letras da UFRGS, denominada “Melancia – coco verde ou Melancia, coco mole?”. A palestra será na próxima quinta-feira, dia 28 de maio, às 19h, no Auditório Carlos Reverbel do IJSLN.
Contamos com sua prestigiosa presença!

Data: 28 de maio, quinta-feira.
Hora: 19h
Local: Rua Dom Pedro II, 810.

03/07/2014

Cerimônia de entrega Prêmio 300 Onças

O Instituto João Simões Lopes Neto realizará nesta quinta-feira, dia 3 de julho, às 20h, a cerimônia de entrega do Prêmio 300 Onças. Este ano os homenageados são: Henrique de Freitas Lima, Marley Nogueira Poeta e Roque Jacoby. A solenidade, que integra o calendário de eventos que celebram os 202 anos de Pelotas, será na sede do Instituto, Rua Dom Pedro II, 810, com entrada franca.

Cartaz

O Prêmio Trezentas Onças foi instituído pelo Instituto João Simões Lopes Neto em 2005, com o objetivo de reconhecer aqueles que se destacaram no trabalho pela preservação da memória, pela divulgação da obra de Simões Lopes Neto e daqueles que contribuíram para a construção do Instituto e para a recuperação da Casa do escritor.

Para dar nome ao prêmio foi escolhido um dos mais célebres e belos contos de Simões, aquele em que aparece de forma mais clara o valor profundo das coisas simples e do caráter de um povo.

O prêmio é dado em forma de moeda, tendo tido uma onça de ouro verdadeira como modelo. São 300 as onças. Ao longo de 100 anos serão 300 prêmios entregues, já que a cada ano o IJSLN homenageia apenas três pessoas. Quando a última onça for entregue, o prêmio se extinguirá automaticamente.


Os homenageados


Henrique de Freitas Lima
Diretor, produtor e roteirista de cinema e TV nascido no Rio Grande do Sul, em 1959. Em 1984, estreou na direção com um longa-metragem feito em Super-8, Tempo sem glória. Além do trabalho no campo da realização cinematográfica, atua como advogado e consultor, especializado em cultura, esportes e terceiro setor. Em 2011, realizou o longa-metragem Contos Gauchescos, também exibido como minissérie televisiva.

Marley Nogueira Poeta
Natural de Pelotas, graduada em Direito pela Universidade Federal de Pelotas e em Letras – habilitação Francês pela Universidade Católica de Pelotas. Foi Vice-presidente e/ou secretaria do Instituto de História e Geografia de Pelotas; Vice-presidente, membro do conselho e secretariado do Instituto João Simões Lopes Neto.

Roque Jacoby
Natural de Tangará, SC. Pós-Graduado em Administração – Estratégia Empresarial - pela UNISINOS/1991 – São Leopoldo/RS e Bacharel em Ciências Econômicas – Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)/1972 a 1976 – Porto Alegre/RS. Secretário da Cultura de Porto Alegre, 2013/2014.

02-06-2014

26/05/2014

Mateada do Romualdo


No dia 1º de junho de 1914, uma segunda-feira, o jornal Correio Mercantil, no qual João Simões Lopes Neto exercia o cargo de diretor, publicou o primeiro dos vinte e um folhetins que compõem os Casos do Romualdo, editados em livro a partir de 1952.

No dia 1º de junho de 2014, domingo próximo, exatamente cem anos depois de ter vindo a público aquele primeiro folhetim, comemoraremos o acontecimento promovendo a Mateada do Romualdo, que ocorrerá no Parque da Baronesa e contará com inúmeras atrações culturais e com a saborosa Erva Mate Barão, que gentilmente se dispôs a encher as cuias dos mateadores presentes.

Assim, das 14h30 às 17h30, no palco montado pela SECULT, sob o comando do próprio Romualdo, estarão se apresentando os músicos Martim César, Ronaldo Fragoso e Rô Bjerk;  o Grupo Tatá Dança-Teatro; a Invernada Artística do CTG Sinuelo do Sul, cuja integrante, Camila Rosales Fernandes interpretará o caso d’O Cobertorzinho de Mostardas; o Teatro do Cassiano do Nascimento; o Teatro do Chico Meirelles e o simoneano Mário Mattos, em apresentação especial, além de outros artistas, que certamente divertirão e informarão os presentes sobre a obra centenária do maior escritor pelotense.

Não esqueçam de levar cuia, bomba e térmica.
A erva e a água quente a Barão fornece!


Data:   Domingo, 1º de junho.
Hora: 14 h e 30 m às 17h e 30m.
Local: Parque da Baronesa.

Fornecedor: Erva Mate Barão.

Entrada franca.

09/03/2014

149 anos, mas sempre se renovando

Marcel Proust, reconhecido escritor francês, cita mais de cem obras de arte nos sete volumes do seu livro: Em Busca do Tempo Perdido. E as descrições de quadros que aparecem em sua obra literária mostram que Proust não era nenhum leigo no assunto, ao contrário, entendia e usava as Artes Visuais como inspiração para sua literatura. Assim como Henry James e outros escritores da época. Mas o contrário também ocorre, e em muitos casos. A literatura servindo de fonte de inspiração para outras manifestações artísticas tem seus vários exemplos. 

Neste dia 10 de março chegamos ao 149º aniversário de João Simões Lopes Neto. Com um número relativamente baixo de obras publicadas, Simões Lopes é um daqueles escritores que são fontes inesgotáveis para reinterpretações. Quase chegando ao seu sesquicentenário, as releituras de sua obra fazem com que esteja sempre se renovando.


Sua literatura é inspiração para os mais diversos tipos de manifestações artísticas. Um exemplo contundente disso é o Prêmio Artes Visuais João Simões Lopes Neto, promovido pelo Instituto João Simões Lopes Neto em parceria com o Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo, o prêmio está em sua quarta edição fomentando a criação na Arte Contemporânea, e divulgando a obra simoneana. Segundo as palavras do coordenador artístico do concurso, Giorgio Ronna, o Prêmio: “é iniciativa, que além de estimular o exercício da arte contemporânea, permite uma constante atualização da obra de Simões Lopes através de um diálogo interdisciplinar”.

Vasco Prado, um dos escultores mais importantes do Brasil, ao longo de sua carreira teve o Negrinho do Pastoreio como um dos temas mais recorrentes. Deixando esculturas da lenda espalhadas pelo Estado (uma inclusive se encontra aqui em Pelotas). Nosso simoneano incansável, Mário Mattos, também é um artista plástico de mão cheia, e é da literatura de Simões que vêm suas maiores inspirações.

No teatro, incontáveis reinterpretações dos contos e das lendas já foram realizadas. Para citar dois exemplos bem sucedidos: a Cia Oigalê de Porto Alegre, que leva sua interpretação para o Negrinho do Pastoreio às ruas do país, por mais de 10 anos; o Tatá - Núcleo de Dança e Teatro de Pelotas, que transporta para o palco a tradução poética do autor por meio do espetáculo “Tatá Dança Simões”.

Na música Vitor Ramil indaga "Está vendo aquele umbu, lá embaixo, À direita do coxilhão?". Sérgio Rojas e Renato Borghetti dedicam uma Milonga a Simões Lopes. Barbosa Lessa comporia sobre a lenda do Negrinho, para muitos cantarem depois.

Poderíamos ficar aqui citando inúmeros exemplos de recriações em cima da obra de Simões Lopes. Mas para não deixar dúvidas sobre a renovação da obra em seus 149 anos, vale lembrar os dois livros inéditos que foram lançados no ano passado, "Terra Gaúcha - História de infância" e "Artinha de Leitura". E além disso, a tradução para o Francês de suas obras "Contos Gauchescos" e "Lendas do Sul" estão a caminho, o que demonstra que se tratando de Simões Lopes, teremos novidades ainda por muitos anos.

Ano para celebrar “Casos do Romualdo"

Neste ano de 2014, o Instituto irá celebrar o centenário de lançamento da publicação da obra “Casos do Romualdo". Que foi publicada originalmente em formato de folhetim, no jornal pelotense “Correio Mercantil”, em 1914, e só viriam a ser reunidos e editados em livro em 1952. As comemorações iniciarão no dia primeiro de abril (talvez no fim de semana, já que o 1º de abril cai numa segunda-feira) e se estenderão durante o ano de 2014. A diretoria está ultimando a programação que em breve será divulgada.



Texto: Cassio Lilge
10.03.2014

13/01/2014

Professor que está traduzindo obra de Simões Lopes palestrará no IJSLN

O Instituto João Simões Lopes Neto promove nesta quarta-feira (15) palestra com o professor M. Michel Le Grand, da Universidade de Aix-Marseille (França). O prof. Le Grand está atualmente traduzindo a obra Contos Gauchescos para o francês e se encontra no Brasil pesquisando e buscando um maior domínio do ambiente cultural e histórico do escritor pelotense. Na palestra irá abordar o conto “Os Cabelos da China”, sob o ponto de vista do tradutor.


A palestra ainda terá como convidado o professor Luís Augusto Fischer, que participará como mediador. Professor de literatura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Fischer foi um dos responsáveis pela publicação de dois livros inéditos de Simões Lopes no passado (saiba mais).

Michel Thierry Le Grand nasceu no sul da França, em Aix en Provence. Professor de francês e inglês em instituições da França, Guiana Francesa, Estados Unidos, Inglaterra e em Portugal, ele atua também fazendo traduções em diferentes áreas.

Atualmente está matriculado no Programa de Doutoramento em Literatura Comparada da Universidade Aix-Marseille, que inclui uma parceria, em regime de cotutela, com o Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução (PGET) da Universidade Federal de Santa Catarina.

Já traduziu "Incidente em Antares" Erico Verissimo" e crônicas de Luis Fernando Verissimo, reunidas em uma antologia organizada pelo próprio tradutor. Atualmente, encontra-se traduzindo as obras Contos Gauchescos e Lendas do Sul de João Simões Lopes Neto. "O maior desafio – e encantamento – é tentar passar para o francês as sutilezas do vocabulário regionalista, levando em conta a maneira como Simões Lopes Neto utiliza as formas dialetais combinadas à linguagem de padrão nacional e a uma extraordinária inventividade e criatividade para construir a voz única do personagem-narrador Blau Nunes", afirma Le Grand.

Na tarde de quarta-feira os professores Michel Le Grand e Luís Fischer irão visitar à Estância da Graça (onde o escritor pelotense viveu a infância). Acompanhados do presidente do IJSLN, Antonio Carlos Mazza Leite e concelheiro do Instituto, o Fausto Domingues.

O evento marca o início de atividades culturais em 2014, ano em que o Instituto João Simões Lopes Neto dedicará ao centenário dos “Casos do Romualdo”.

Data: 15/01/2014, quarta-feira.
Horário: 19h00
Local: Rua Dom Pedro II, 810.

08/11/2013

Escola de Rio Pardinho visita a Casa do Capitão

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Christiano J. Smidt, de Rio Pardinho, visitou o Instituto João Simões Lopes Neto na tarde de hoje (08). Os alunos do sétimo e oitavo ano da escola estão desenvolvendo o projeto intitulado: "Gênero Textual conto, leitura e compreensão através dos contos de João Simões Lopes Neto". O grupo de estudantes acompanhou a palestra sobre o conto "O Negrinho do Pastoreio", ministrada por Mário Mattos. 


A biblioteca da Escola tem como patrono o escritor Pelotense. os alunos estudam os contos e até mesmo encenam.
A professora Denise Weigel, responsável pelo grupo, acredita que a visitação é importante para complementar o estudo que os alunos estão fazendo, conhecer a cidade de Pelotas e principalmente sobre a vida de João Simões Lopes Neto.

07/11/2013

Hilda Simões Lopes e Fausto Domingues encantam visitantes com palestra no IJSLN

Na noite da última quinta-feira, 7, o Instituto João Simões Lopes Neto (IJSLN) recebeu no auditório Carlos Reverbel a conselheira e palestrante da noite Hilda Simões Lopes Costa, que apresentou “A criatividade lendária de João Simões Lopes Neto”. O conselheiro Fausto José Leitão Domingues dividiu a mesa e foi o debatedor do encontro. O evento deu continuidade às palestras comemorativas da passagem do centenário da primeira edição das Lendas do Sul.

O auditório ficou cheio para assistir ao encontro da noite. A vice-prefeita da cidade de Pelotas e primeira presidente do IJSLN (1999-2008), Paula Schild Mascarenhas, além do artista plástico Mario Mattos e do grupo de estudantes da Escola Técnica Estadual Canguçu, compareceram à palestra. Hilda deu início à sua fala abordando a importância da criatividade do escritor pelotense João Simões Lopes Neto.


Explicou também a diferença de lenda e mito para, dessa forma, elucidar a genialidade de João Simões Lopes Neto. “A lenda é uma fantasia que não tem qualquer compromisso com a realidade. Já o mito é universal, atemporal e comprometido em essência com a nossa vida e realidade”. Continuou dizendo que as lendas do escritor pelotense são baseadas em lendas existentes, mas retrabalhadas e recontadas. É aí, nessa reconstrução, segundo Hilda, que o mito é inserido. 

“As lendas de João Simões Lopes Neto são míticas”, diz Hilda, apesar de lenda ser diferente de mito, como fora explicado. “O que ele (JSLN) diz vale em qualquer espaço do mundo e em qualquer tempo, pois é atemporal”, completa.


Texto: Pedro Henrique Costa Krüger
Fotos: Jéssica Gebhardt

26/10/2013

Sarau da Bibliotheca Pública Pelotense terá como tema a poesia de Cordel

Projeto Sarau Poético-Musical da Bibliotheca Pública Pelotense (BPP) chega, na próxima terça (29), a sua 35ª edição. Com encontros mensais - sempre na última terça do mês - o projeto abre espaços para autores-poetas e músicos da cidade e região , além de apresentar um tema ou autor em destaque. Na edição de outubro , o tema destacado é a poesia de cordel , manifestação típica da cultura popular do Nordeste brasileiro. A fala sobre o tema abre o evento que, na sequência, apresenta blocos alternados de música ao vivo e poesia recitada pelos autores convidados.Entrada franca e início às 19:30 horas, no salão térreo da Bibliotheca.



Programação e convidados:

O QUE - 35ª edição do Projeto Sarau Poético-Musical BPP.
QUANDO E ONDE - 29 de outubro de 2013, no salão térreo da Bibliotheca Pública Pelotense.
Entrada franca.
Inicio às 19:30 horas.

TEMA EM DESTAQUE
Poesia de cordel

MÚSICA AO VIVO
Ricardo Petrucci, Marcela Mescalina e Lucas Barcellos

POETAS/ AUTORES CONVIDADOS
Alvaro Barcellos
Gil Fernandes
Sérgio Christino

CONVERSA SOBRE O TEMA EM DESTAQUE
Tabajara Rodrigues de Carvalho

Texto: divulgação
Imagem: divulgação
26.10.2013

24/10/2013

50 anos de dramaturgia de Valter Sobreiro Junior

Valter Sobreiro na Casa do Capitão
Lançamento de livro e estreia de espetáculo celebram os 50 anos de dramaturgia do diretor Valter Sobreiro Junior. Natural de Rio Grande, Sobreiro possui uma longa e prestigiada carreira dedicada ao teatro. Liderou por anos o Teatro Escola de Pelotas, participou da montagem de inúmeros espetáculos e recebeu diversos prêmios em nível estadual e nacional, como produtor, diretor, dramaturgo, designer de luz, cenógrafo e criador de música para a cena.

Nesta sexta-feira, dia 25, estréia a peça inédita PAI-DE-DEUS, montagem do grupo Entremez de Teatro, e que conta com texto e direção de Valter Sobreiro. Na sequência, haverá o lançamento do livro O que pode o tempo - Maragato e a consagração de Sobreiro, com sessão de autógrafos da autora Helena Zanella Prates. O evento começa a partir das 19h, na Fábrica Cultural (Rua Félix da Cunha, 952, entre Avenida e Argolo). Haverá outras duas sessões da peça no mesmo local, sábado, 26/10, às 19h e 21h.

Sua relação com Simões Lopes

Valter Sobreiro foi um grande difusor do trabalho do escritor pelotense. Utilizando o teatro como plataforma, levou a todo o estado um pouco de João Simões Lopes Neto. Em 1990, promoveu e dirigiu, no Festival de Teatro de Pelotas daquele ano, a primeira leitura dramática da comédia A Viúva Pitorra, escrita por Simões em 1896, sob o pseudônimo de Serafim Bemol. Além disso, montou a comédia A Viúva em forma de musical, entre 1991 e 1992, percorrendo o Rio Grande do Sul com grande sucesso. 

Mais tarde, em 1998, estreou o espetáculo Teias de Amor e Morte, adaptação de cinco contos de Simões: Melancia, Coco Verde, O negro Bonifácio, Jogo do Osso, O menininho do presépio e No manantial. Também realizou, nos anos 2000, no IJSLN e no Theatro Sete de Abril, outras duas leituras públicas da comédia A Viúva Pitorra. Em 2001, outro conto simoniano, Duelo de Farrapos, integrou ao espetáculo de Sobreiro “Contos da Guerra Grande”, que estreou na capital gaúcha e teve ampla circulação. Como reconhecimento pela sua contribuição a difusão da obra simoniana, Sobreiro ganhou em 2012 o Prêmio 300 Onças, honraria concedida anualmente pelo Instituto.

Texto: Cassio Lilge e Pedro Henrique Costa Krüger.
Foto: Eduarda Schneider Lemes.
24.10.2013

Lançamento de livros na Vanguarda

A Livraria Vanguarda está promovendo dois eventos literários nesta semana. Nesta quinta-feira (24) Marcelo Canellas estará lançando e autografando seu livro Províncias - Crônicas da Alma Interiorana. Na sexta-feira, estreia o projeto "Hora da Prosa", recebendo a poeta Angélica Freitas, o ilustrador Odyr Bernardi e o músico e escritor Vitor Ramil.

Marcelo Pasqualoto Canellas é natural de Passo Fundo (RS). Repórter especial da Rede Globo, especializou-se na cobertura de temas ligados a Direitos Sociais e Humanos. Já ganhou diversos prêmios de Jornalismo. Estará nesta quinta na Livraria Vanguarda do Shopping Pelotas, às 19h, para lançar e autografar seu livro de crônicas que "traz uma viagem pelas províncias de sua alma gaúcha".

Canellas ainda terá um encontro com os estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Pelotas. Juntamente com os professores Alfeu Sparemberger e Michele Negrini estará falando sobre "Literatura, Jornalismo e Televisão". O encontro será às 15h, na sala 437 do Campus Porto da UFPel.

Hora da Prosa 
A Hora da Prosa é um projeto criado pela Livraria Vanguarda para aproximar os artistas de seus respectivos públicos em um cenário cultural repleto de obras, prosas e melodias.

Através do diálogo informal com o público os interessados poderão conhecer um pouco mais sobre as obras e os autores. É também, um momento propício para descontrair e trocar informações com pessoas de mesmos interesses culturais. Os convidados para a primeira edição do projeto são: Angélica Freitas, Odyr Bernardi e Vitor Ramil.

A poetisa e roteirista Angélica Freitas traz as obras: Um útero é do tamanho de um punho e Guadalupe, esta última é uma parceria com o ilustrador, quadrinista e artista gráfico, Odyr Bernardi. Já o cantor e escritor Vitor Ramil lançou recentemente um Songbook, contando sua história desde a velha casa da Rua Dr. Amarante, em Pelotas. Ilustrando com fotografias e manuscritos da Carreira de Barão de Satolep. Seu novo álbum Foi no mês que vem também estará a venda no evento.

A prosa com sessão de autógrafos será nesta sexta-feira, dia 25 de outubro, na Livraria Vanguarda do Shopping Pelotas, a partir das 19h.

Texto: Cassio Lilge, Jéssica Gebhardt (com informações da Vanguarda)
Imagens: divulgação
24.10.2013

19/09/2013

Escolas visitam Casa do Capitão

Nesta semana Farroupilha, diversas escolas aproveitaram para visitar o Instituto João Simões Lopes Neto e conhecer mais sobre os contos e a história do escritor pelotense. Na terça-feira, alunos do quarto e quinto ano da Escola Estadual de Ensino Fundamental Francisco Simões, acompanhados pelas professoras Neusa Cori e Tatiane Chrisd, assistiram à palestra ministrada pelo artista plástico e simoneano de longa data, Mário Mattos. 


A professora Tatiane Chrisd leciona há um ano na escola e ressalta a importância da visitação para seus alunos. Segunda ela, a atividade proporciona um contato direto com a história do escritor, os alunos se sentem próximos e, assim, entendem melhor. “Pelotas é uma cidade cheia de Patrimônios Históricos Culturais e eles precisam explorar isso. É um caminho para a preservação do Patrimônio da nossa cidade”, diz a professora. 

Agende sua visita e venha conhecer o Instituto João Simões Lopes Neto! A Casa fica localizada na rua Dom Pedro II, 810, funcionando de segunda a sexta- feira das 14h às 18h. Telefone: (53) 3027-1865.  

Texto: Jéssica Gebhardt
Foto: Jéssica Gebhardt
19.09.2013

13/09/2013

"Contos Gauchescos" na RBS TV

Em novembro do ano passado estreou nos cinemas do estado o filme Contos Gauchescos. Com direção de Henrique de Freitas Lima, o longa leva pras telas um pouco do universo que Simões Lopes deixou registrado em seus livros. O filme é dividido em cinco episódios: um mini documentário sobre a vida e o legado do escritor, que abre o filme, e as adaptações dos contos Os Cabelos da China, Jogo do Osso, Contrabandista e No Manantial (todos eles contidos no livro Contos Gauchescos). A partir deste sábado (14), quatro desses episódios serão exibidos na RBS TV, no programa Curtas Gaúchos. A começar com a exibição do Contrabandista, amanhã, às 12h30min.

Contrabandista será exibido neste sábado
As gravações de Contos Gauchescos foram realizadas nos municípios de Pelotas, São Gabriel e Piratini, com a participação de um grande elenco e mais de 600 figurantes. No site do Curtas Gaúchos você poderá conferir fotos de making of das gravações.

Contrabandista
Na estreia, a série da RBS TV apresenta a adaptação de Contrabandista. O conto traz a saga de Jango Jorge, um ex-contrabandista, que para garantir o enxoval da sua filha volta a atravessar a fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, exercendo sua antiga atividade ilegal. Além do drama familiar, o conto aborda um pouco da história desta atividade - o contrabando - que teve papel importante dentro da economia e desenvolvimento do Rio Grande do Sul, embora ilegal.

Confira a chamada no site do Curtas Gaúchos

Próximos programas
21 de setembro: “Os Cabelos da China”
28 de setembro: “Jogo do Osso”
5 de outubro: “No Manantial”

Texto: Cassio Lilge
Imagem: divulgação
13.09.2013

12/09/2013

"Caminhos Simonianos" na obra de Giane Casaretto

O projeto Corredor Arte do Hospital-Escola da Universidade Federal de Pelotas está com uma exposição de telas da artista Giane Casaretto. A mostra inclui pinturas, desenhos e aquarelas, de diferentes datas e séries, que ficarão nos corredores do hospital até o dia 16 de setembro. Blau Nunes e seus passos estão representados na obra "Caminhos Simonianos" (foto abaixo).



Giane Casaretto é arquiteta e artista, atualmente dirige o Ateliê Giane Casaretto, espaço onde acontecem diversas exposições, além de serem promovidos cursos de desenho. As visitações para o projeto Corredor Arte podem ser realizadas diariamente das 7h às 22h. O Hospital-Escola fica na rua Professor Araújo, 538. A entrada é franca. 

12.09.2013

21/08/2013

Lançamento da segunda edição do livro “Náufrago de um mar doce”

Nesta quarta-feira, dia 21, ocorre o lançamento da segunda edição do livro Náufrago de um mar doce de Nauro Júnior. A cerimônia começa às 19h30, no Instituto João Simões Lopes Neto, rua Dom Pedro II, 810.

Cartaz evento
Além da apresentação desta segunda edição do livro, serão apresentadas também as novidades sobre o livro para 2013/2014, em que se inclui a tradução para outros idiomas. O evento contará ainda com a presença dos diretores Henrique de Freitas Lima (da Cinematográfica Pampeana), Rafael Andreazza e Cíntia Langie (da Moviola Filmes), os quais estarão trazendo informações sobre a adaptação do livro para o cinema.

21.08.2013

14/08/2013

Palestra com Aldyr Garcia Schlee

Encerrando o ciclo de palestras que celebra o centenário da obra Lendas do Sul, o Instituto João Simões Lopes Neto receberá, nesta quinta-feira, 15 de agosto, o jornalista, escritor e Prof. Aldyr Garcia Schlee. O tema da palestra será a lenda O Negrinho do Pastoreio. O encontro é a partir das 19 horas, na sede do Instituto.

Cartaz do evento
O Negrinho do Pastoreio

A lenda O Negrinho do Pastoreio narra a história de um menino escravo que sofre com os impiedosos castigos de seu dono. Ao perder uma carreira apostada pelo seu dono estanceiro o negrinho recebe um castigo, "trinta dias ficarás aqui pastoreando a minha tropilha de trinta tordilhos negros..". Por duas vezes a tropilha se dispersa, mas após acender uma vela para Nossa Senhora,  o negrinho reencontrara os cavalos perdidos.

A lenda de origem afro-cristã, circulava há tempos nos relatos de populares e foi registrada pela primeira vez por Simões Lopes em 1906, ganhando sua versão definitiva em 1913, no livro Lendas do Sul. A lenda ganhou ainda diversas versões em prosa, verso, música, teatro e filme. E até hoje o negrinho é considerado por muitos como o guardião dos objetos perdidos.

"acenda uma vela para o Negrinho do pastoreio e vá lhe dizendo
— Foi por aí que eu perdi... Foi por aí que eu perdi... Foi por ai que eu perdi!... 
Se ele não achar… ninguém mais."
Leia lenda: Lendas do Sul

Sobre o palestrante


Aldyr Garcia Schlee é jornalista, desenhista, professor universitário, e  possui uma consagrada carreira literária. Entre os livros publicados podemos destacar: Uma Terra Só (1984); O dia em que o Papa foi a Melo (1991); Contos de Futebol (1997); Linha Divisória (1998); Contos de Verdades (2000); Os limites do Impossível – Contos Gardelianos (2009); e Don Frutos (2010).

Em 2006, publicou uma edição crítica das obras Contos Gauchesco e Lendas do Sul, de João Simões Lopes Neto. Esta edição trouxe um estabelecimento da linguagem com registro de variantes e análise textual. No ano passado lançou um box comemorativo ao centenário de Contos Gauchescos, além da edição crítica citada acima, este box traz outros dois livros de Schlee sobre Simões Lopes:  Vocabulário de João Simões Lopes Neto; e Lembranças de João Simões Lopes Neto. (ver notícia)

Doutor em Ciências Humanas, Schlee fundou a Faculdade de Jornalismo da Universidade Católica de Pelotas, foi professor de Direito Internacional da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas, por mais de trinta anos, onde foi também pró-reitor de Extensão e Cultura. 

Recebeu por cinco vezes o Prêmio Açorianos de Literatura e em 2010 ganhou o Prêmio Fato Literário. No ano de 2009, Schlee recebeu a moeda Trezentas Onças, prêmio concedido pelo IJSLN pelas suas contribuições à divulgação do nome e obra de Simões Lopes Neto.

Texto: Cassio Lilge
14.08.2013



A Salamanca do Jarau por Flávio Loureiro Chaves

Na última quinta-feira, dia 8, o Instituto João Simões Lopes Neto foi palco para mais uma palestra do ciclo que celebra o centenário da obra Lendas do Sul. O professor e crítico literário Flávio Loureiro Chaves esteve abordando aspectos da lenda A Salamanca do Jarau


Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo, Flávio Loureiro Chaves foi professor titular de Literatura Brasileira e Pró-Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, Loureiro Chaves ocupa a cadeira 7 da Academia Riograndense de Letras e possui diversos livros publicados, entre eles um ensaio sobre a obra de Simões Lopes. (veja mais sobre biografia do palestrante aqui)

Na análise de Loureiro Chaves, no texto de A Salamanca do Jarau Simões Lopes foi além de registrar a sua versão para lenda, mas se apropriou desta para incluí-la na sua estrutura narrativa. O personagem narrador, Blau Nunes acaba sendo protagonista no conto. Conforme avaliou nosso palestrante, Blau percorre uma dupla viajem dentro do conto, "uma é a busca do Boi Barroso e a outra a busca dele mesmo".

Ainda segundo Loureiro Chaves, ao usar a metáfora da furna, Simões Lopes está refundando o Mito da caverna, que tem origem com filósofo grego Platão. Neste mito há o exemplo de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.

Amigo pessoal e grande estudioso da obra de Erico Verissimo, Loureiro Chaves não deixou de citar a influência da obra simoneana para este outro grande escritor gaúcho. E terminou sua palestra citando um trecho do escritor e ensaísta Augusto Mayer.


Mais fotos da palestras clique aqui

14.08.2013

07/08/2013

Palestra com Flávio Loureiro Chaves

Dando sequência ao ciclo de palestras que celebra o centenário da obra Lendas do Sul, o Instituto João Simões Lopes Neto receberá, nesta quinta-feira, o professor e crítico literário Flávio Loureiro Chaves. O tema da palestra será a lenda A Salamanca do Jarau. O encontro vai ocorrer às 19 horas na sede do Instituto.

Cartaz do evento
A lenda A Salamanca do Jarau conta a história da "Teiniaguá", uma Princesa Moura, transformada em lagartixa pelo Diabo Vermelho dos índios, o "Anhangá-Pitã". Na versão de  Simões Lopes, a lenda é narrada por Blau - "um gaúcho pobre, guasca de bom porte" -, que acaba também sendo um dos protagonistas do enredo. Dividido em dez capítulos,  A Salamanca do Jarau  é o conto mais longo da obra Lendas do Sul. Essa versão de Simões teria inspirado o escritor Erico Verissimo a escrever partes de seu famoso romance O Tempo e o Vento.

Para Loureiro Chaves, embora Simões Lopes tenha se inspirado em uma lenda popular, seu registro foi além de uma mera versão. "A Salamanca do Jarau, assim como foi redigida por Simões Lopes Neto, não uma lenda e nem tampouco apenas uma nova versão da lenda. É um conto: a aventura de Blau. Ou melhor, é um conto em cuja elaboração o autor se apropriou da lenda para incluí-la intencionalmente na estrutura narrativa."

Leia a lenda no link: A Salamanca do Jarau

O palestrante
Doutor em Letras pela Universidade de São Paulo, Flávio Loureiro Chaves foi professor titular de Literatura Brasileira e Pró-Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, instituição na qual dirigiu o Programa de Pós-Graduação em Letras e implantou o Instituto de Estudos Avançados da América Latina. Foi professor convidado da Université de Rennes na França, da Escola Superior de Jornalismo em Portugal e da Universidade de Brasília.

Sócio do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul, Loureiro Chaves ocupa a cadeira 7 da Academia Riograndense de Letras. Em sua vida acadêmica dedicou-se ao ensaio literário, investigando a relação transdisciplinar entre História e Literatura. Possui mais de uma centena de artigos em periódicos nacionais e internacionais. Amigo próximo de Erico Verissimo, organizou em 1976 o volume póstumo das memórias do escritor - Solo de Clarineta - e em 2002 apresentou uma leitura abrangente sobre o autor de O Tempo e o Vento no ensaio Erico Verissimo: o escritor e seu tempo. Dentre livros publicados podemos destacar: Ficção Latino-Americana (1973); O Mundo Social do Quincas Borba (1974); História e Literatura (1991); Matéria e Invenção (1994).

Em 1982, publicou um ensaio sobre a obra de Simões Lopes, que foi reeditada pela editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 2001, saindo sob o nome de Simões Lopes Neto. Em 2008 recebeu o Prêmio 300 onças, concedido pelo Instituto em reconhecimento as suas contribuições na difusão da obra simoneana. No ano passado, esteve palestrando no IJSLN sobre o conto O Anjo da Vitória, dentro do ciclo comemorativo ao centenário de Contos Gauchescos.

Texto: Cassio Lilge
07.08.2013

 
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